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14-02-2023

Riscos Naturais - Sismos da Turquia, Síria e Portugal

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Dando continuidade ao artigo publicado na semana passada, os sismos que afetaram a Turquia e a Síria foram dos mais mortíferos da última década. O número de vítimas mortais não pára de crescer e já são mais de 40 mil o número de mortos registados nos dois países.


Do ponto de vista sísmico as coisas ainda não acalmaram e são múltiplos os sismos de pequena magnitude que diariamente continuam a acorrer no território.

 

No artigo de hoje, detalhamos mais um pouco sobre esta temática dos sismos e importa alertar que também nós estamos constantemente a “sentir” sismos de pequena magnitude (ver www.ipma.pt - secção sismos).

 

Um sismo é um fenómeno natural resultante de uma rotura, mais ou menos violenta, no interior da crosta terrestre, correspondendo à libertação de uma grande quantidade de energia, e que provoca vibrações sobre a crosta terrestre que se transmitem a uma vasta área circundante.

 

A duração de um sismo varia entre poucos segundos e dezenas de segundos, raramente ultrapassando um minuto. Após o sismo principal, geralmente seguem-se réplicas que consistem em reajustamentos do material rochoso que dão origem a sismos mais fracos.

 

Na maior parte dos casos os sismos são devidos a movimentos ao longo de falhas geológicas existentes entre as diferentes placas tectónicas que constituem a região superficial terrestre e que se ficcionam entre si.

 

Desde que a Terra existe, esta tem estado sujeita a tensões responsáveis pela construção de cadeias montanhosas e pela deriva dos blocos que flutuam sobre o manto. Sob a ação dessas tensões as rochas deformam-se gradualmente e sofrem roturas. A rotura do material rochoso ocorre após terem sido ultrapassados os seus limites de resistência, provocando vibrações ou ondas sísmicas, que se propagam no interior da Terra. São estas vibrações que se sentem quando ocorre um sismo.

 

Os sismos também podem ter origem em movimentos de falhas existentes no interior das placas tectónicas. A atividade vulcânica e os movimentos de material fundido em profundidade podem ser outras das causas dos sismos. Mais raramente podem ser provocados por deslocamentos superficiais de terreno, tais como abatimentos e deslizamentos.

 

A zona no interior da Terra na qual se dá a libertação de energia designa-se por foco ou hipocentro. O ponto à superfície da Terra situado na vertical do foco é o epicentro e corresponde à zona onde o sismo é sentido com maior intensidade.

 

Os movimentos dos terrenos à volta do epicentro (neste caso na região entre as cidades de Gaziantepe e Kahramanmaras) são provocados pelas ondas sísmicas quando estas alcançam a superfície terrestre. Estes dependem da profundidade do foco, das características (geológicas, topográficas, etc.) e da magnitude do sismo.

 

Quando a atividade sísmica é gerada no oceano, pode ser acompanhada por tsunamis ou maremotos, provocando grandes destruições em estruturas costeiras ou ribeirinhas (casas, pontes, embarcações, etc.).

 

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